Estava numa dessas viagens nostálgicas, mexendo nos meus materiais antigos com todo o cuidado do mundo, quase como se estivesse desenterrando um tesouro escondido. Entre folhas amareladas e o cheirinho familiar de lápis de cor, acabei me deparando com uma "obra-prima" da minha infância: o desenho da *princesa Bela Abormecida*!
Dei uma boa risada ao ver o título, escrito naquela caligrafia torta e esforçada de quando eu ainda estava descobrindo o alfabeto. Vai ver eu só tinha confundido o "d" com "b", mas, quem sabe, eu já não estava inventando uma nova princesa? E olha, essa Bela Abormecida era ousada: cabelo vermelho violeta que só alguém com muito estilo se atreveria a ter. Nada de tradicional, essa princesa tinha personalidade — ela era única, bem do jeito que eu gostava.
Fiquei ali, olhando o desenho e rindo sozinha, pensando em como a minha criatividade já fluía solta quando eu era criança. A Bela Abormecida, com seu nome meio fora de ordem e aquele cabelão colorido, me fez lembrar que desde pequena eu gostava de reinventar as coisas do meu jeito… com um toque de cor e uma letra trocada aqui e ali.

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