terça-feira, 12 de novembro de 2024

Maju dando aula na Oficina de Desenho da Escola Municipal de Iniciação Artística












     Naquele dia, Maju estava a mil: ia dar sua primeira aula de Oficina de Desenho na tão sonhada Escola Municipal de Iniciação Artística. Ela entrou na sala com um sorrisão, disfarçando o frio na barriga. Os alunos, um grupo animado e cheio de perguntas, já estavam com os cadernos e lápis prontos, esperando por alguma coisa mágica.
     Maju começou pedindo pra galera fazer uns rabiscos livres, sem pensar muito, só deixando a mão fluir. Claro, surgiram de tudo: rabiscos que pareciam um desenho do futuro, de outra galáxia, e uns que eram só… bem, riscos e bolinhas, mas com potencial! Ela foi passando pelas mesas, dando dicas e incentivando cada um a soltar mais a criatividade. Um dos alunos, com o olhar de quem tinha acabado de descobrir o universo, perguntou: “Mas, professora, como a gente sabe se um desenho é ‘bom’ ou ‘ruim’?”
    Ela riu e respondeu com aquela pegada inspiradora: “Desenho não tem certo ou errado, tem o que é seu, o que você sente. Cada linha tem uma história!” Os alunos pareciam ter levado um choque de surpresa — ou de pura empolgação.
    No fim da aula, Maju percebeu que, mesmo cansada, estava mais feliz do que nunca. Ela tinha conseguido deixar cada aluno com um pouco da coragem pra criar e explorar, bem do jeito que sempre sonhou quando imaginava ser professora de arte. Ao sair da sala, ela se permitiu um suspiro de felicidade. Afinal, ali, naquela escola cheia de criatividade pulsante, ela estava exatamente onde sempre sonhou estar.

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Obs: Eu, a autora e desenhista dessa história, sou formada em Artes Visuais, também sou professora e sonhoooo em trabalhar na EMIA em São Paulo. Heheheh

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